A sensação de não existir, de não pertencer a um grupo, comunidade, facção, partido, ou o que quer que faça de você um humano tomou conta de mim. E eu já não sentia minhas mãos, estava tudo escuro e tudo muito frio.
Hoje sei que essa sensação talvez não passasse de medo.
Há quanto tempo eu já não o sentia, há quanto tempo estavam longe de mim as garras deste demônio gélido capaz de penetrar a minha alma a qualquer instante. Por meses, achei que ele havia me abandonado e penetrado o coração e a alma de outra vivente, entretanto lá estava ele, sorridente - foi gentil e me pediu que horas eram.. e subtamente, sem gentileza alguma, rasgou tudo o que eu tinha, cuidadosamente, curado. Cada ponto feito, cada centímetro de linha utilizada, o demônio rasgou.
Havia deixado de ser quem eu era, minha vida havia sido deixada para trás e em seu lugar estava a esperança de acordar um dia e ver que tudo mudaria, que tudo de se encaixaria. Admiti a insanidade.
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