domingo, 30 de maio de 2010

É incrível como a notícia de que tu estaria por perto se aproximava de mim como quatrocentos soldados raivosos e enfurecidos, lutando por uma nação. Aquele mesmo fervor, aquela mesma vibração. Agora já aconteceu, tu já esteve na minha cama e foi embora como nas milhões de vezes anteriores e a vibração passa, a euforia passa e o que sobra é a falta de sono e as olheiras tomando lugar do que deveria ser um dia normal. Em que linha de raciocínio funcionam as coisas que se correlacionam contigo, existe alguma razão? Ou é só o destino brincando de se divertir as minhas custas?
O tempo todo eu esperei por um milagre. Ser uma boa moça, cumprir minha obrigações e assim eu teria uma recompensa: sua confiança, sua ternura e enfim, seu amor. Não sei se não fiz o suficiente, ou fiz coisas demais que acabaram por sufocar e congestionar todas as linhas de explicações viáveis para isso, e então minha recompensa nunca chegou.
- Você nunca vai ser meu
- Algum dia eu serei de alguém?
Estava ali o tempo todo, as suas perguntas-respostas se amontoaram dentro de mim como um monte de pó fazendo mal a alguém que tem problemas de respiração. Sua falta de vontade de entender o que realmente acontece, o que realmente importa sempre me faz perder a fala.
- Por que você gosta de mim, logo de mim.. quando isso vai acabar?
- Já acabou.
E no meu presente, no hoje, me tornei alguém que não quer ninguém por perto, porque eu já tenho um passado, um monte de histórias bizarras. Deixar alguém se aproximar de novo é besteira, falta de razão. Emoção demais. Chegou a hora de trocar emoção por razão e finalmente abrir mão do que vem escurecendo os minhas manhãs há mais de 1095 dias.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Não sei mais escrever. Fato.