Nesse momento me vejo sendo guiada por um fotógrafo invisível - que nem ao menos sabe o meu nome - e decide revelar seus negativos exatamente no instante em que faço a escolha de confiar que a realidade é um princípio necessário para a minha saúde mental.
Fantasias são mais atraentes do que realidades, disso não tenho a menor duvida, pois tudo se torna mais simples e bonito, mais antingível. Meu relato é que em minha fantasia, tudo acontece. Em minha fantasia você acorda com a certeza de que está fazendo tudo de maneira ridícula, patética e errada, corre pra mim com os braços abertos ultrapassando comentas para ter certeza de que quando chegar não será tardio demais. E nunca é. Não tenho mais certeza de que um dia será, de que um dia o sol deixará de brilhar toda a vez que pensar em teu nome, que meu pêlos deixarão de arrepiar toda vez que ouvir o seu "alô, como é que você anda?". O meu esperar tornou-se maior do que tudo que acredito, tudo que penso e sinto. Minha realidade não faz mais sentido algum, minha realidade tem sido desejar que nossos encontros sem pontos finais continuem pelo resto da minha fatídica vida. Não consigo imaginar a realidade sem as fantasias e tudo já está confuso outra vez.
De todos os meus pedidos tenho a certeza de quatro: quero evoluir, quero fugir e quero correr, porque essas são as necessidades mais básicas no meu calendário hoje. Mas o quarto, por favor, é o que mais me acrescenta: quando o ano novo chegar alguém faça com que o ecoar daquela câmera apodreça e que esse fotógrafo perverso dê as caras de uma vez, ou que então desapareça.
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